Ela estava parada em sua janela olhando a fumaça passar por entre seus dedos. Eu a tocava suavemente, sua pele correspondia com um leve arrepio, assim como seus olhos ao dar-se conta da magnitude da lua. Tudo passava devagar, em câmera lenda. O barulho da TV já não importava mais, o som do ventilador era substituído pela música que vinha de seu quarto. Era uma troca, troca de sentidos, troca de medos e aflições, troca de desejos.
Ela não pensou mais em nada, deixou-se levar, deixou-se sentir, como a muito tempo não fazia. Ficou lá por horas a fio, apenas observando, apenas sentindo...
A lua cedeu seu lugar aos raios tímidos do sol, parecia até que ele estava pedindo permissão para nascer, e ela... ela concedeu, mas não sem antes convidar sua mais nova companhia para um outro passeio.
O mundo dos sonhos as acolheu com um abraço caloroso, e a menina que antes fazia uma viagem por de trás de sua janela passou a utilizar um novo meio de transporte: sua cama.
E assim ela foi, sem me dizer quando voltaria e até hoje espero para tocar-lhe a pele macia novamente.
Vento.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
E no fim, todas as intenções que um dia foram boas viram desprezo. Aquilo que sempre te importou já não faz mais diferença. Aquilo com que tu sempre sonhaste já não faz mais diferença. A compreensão exorbitante foi deixada de lado, a paciência ilimitada também. Lágrimas já não caem mais. Não posso dizer que cheguei ao meu limite, porque limite - para mim - é sinônimo de fim e eu estou apenas começando.
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