sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Ela estava parada em sua janela - mais uma vez - com a ponta de cigarro em suas mãos. Deixava a fumaça passar e por entre ela voavam pensamentos. Pensou na sua vida, pensou no porquê de estar naquele estado tão solitário, pensou no porquê de cada coisa até cansar e voltar a sua cama. Quando deitou-se pensou mais, e mais - maldita insônia que a atormentava -, até sua mente sentir-se esgotada e o sono chegar. Dormiu, eram quatro horas da manhã e tinha que acordar às seis, não se preocupou pois isso já era rotina. "Quando voltar da escola durmo mais", pensou. E assim aconteceu: acordou seis e meia, arrumou-se e seguiu para a aula. Mesmas pessoas, mesmos fatos, aulas diferentes, mas ainda sim chatas. Estava cansada, com sono, acostumada com o dia-a-dia sem diferenças, sem paixão nos atos. Chegou da escola e durmiu, nessa hora não pensou mais em nada, apenas apagou. Era um dia diferente, e ela não sabia.
- Acorda - alguém disse -, acorda!
Não era sua mãe, não era ninguém, apenas uma voz dizendo: acorda. Ela levantou, foi tomar seu banho sem se preocupar com aquela voz estranha e ao mesmo tempo familiar. Coisas desse tipo aconteciam sempre em seus sonhos e ela achou que fosse apenas mais um. Então, despediu-se de seus pais e foi beber com seus amigos. Nada de anormal, nada.
Chegando no bar percebeu algo direferente, um olhar marcando sua visão. Uma pessoa alheia a tudo encostada em um lugar meio afastado, ficou curiosa em saber quem era pois essa "pessoa" era tão "blasé". Isso a atraia e muito.
Trocas de olhares, conversas pacientes, sarcasmo, algumas brincadeiras e empatia. Ela se sentiu bem, pela primeira vez em muito tempo. O dia amanheceu e elas sairam pra ver o pôr-do-sol, outra coisa em comum: simplicidade. Tudo ia bem e então chegou a hora de ir embora. Não trocaram telefones, nem nomes, nem nada, apenas se despediram e seguiram com suas vidas. Foi apenas uma noite.
Elas não ligaram para a troca de informações, se encontrariam de novo, mas não hoje e nem amanhã. Talvez um dia e em outra vida.



É, estou aprendendo a ter paciência... A vida é feita apenas de momentos, nada mais.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

. Did you know what I lost? Do you know what I wanted? .

Realidade múltipla que brinca com meus neurônios. Pessoas, mentes vazias, gritam ao meu redor. Quero apenas silêncio. Silêncio. Deixe-me escutar meus pensamentos. Livre-me da distração incoerente. Quero entrar em meu mundo de sonhos, longe de todos, mas ainda sim, observando todos. Seja um filme sem som, uma letra sem música. Eles gritam, gritam como se fosse sua última palavra. Seu modo de se expressar é estranho. Por que falar tão alto? Por que interromper pensamentos alheios? Sussurem, façam de sua voz a coisa mais inaudível possível. Eu não quero ouvir, talvez nenhum de vocês queiram.


Temi estar aberta a qualquer tipo de compreensão. Temi ter alguém que entendesse minhas contradições e euforias. Temi o mais simples gesto de amor e carinho. Temi tudo ao meu redor, temi meus sonhos, temi meus vazios, temi meus pensamentos. Temi meus amigos, temi minha vida, temi minhas paixões. Fui o mais inocente dos seres. Temi tanto que criei um mundo só meu, onde ninguém poderia entrar, onde ninguém tinha acesso. Me fechei do jeito mais perfeito possível e por ele viajei durante muito tempo.
Descobri o outro lado da vida que ninguém percebe, fiquei atenta às pequenas coisas: o vento soando nos nossos ouvidos, a beleza de um por do sol, o barulho feito pela chuva incessante... Dentro desse meu mundo passei a analisar tudo e todos, a sentir o que cada sensação me proporcionaria, a pensar, a sonhar mais além.
Posso dizer que valeu a pena, me tornei mais sensível, mais calma, mais serena. Vejo as coisas com outros olhos, olhos que pouquíssimas pessoas possuem. E é aí que está o problema: pouquíssimas pessoas parecidas comigo. Isso é ruim. Sou um ser humano como qualquer outro, sinto falta de alguém, mas me acustumei com a solidão a tal ponto de não abrir mão dela. Um vazio imenso que ninguém pode preencher por completo...


"I'm so tired, of playing,
playing wih this bow and arrow..
I gonna give my heart away
leave it to the other girls to play.. "

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Hoje estou extremamente meiga e romântica, algo calmo tomou conta de meu ser e tudo isso foi por causa de um sonho. Dormi praticamente o dia todo e sonhei por minutos, minutos que pareceram uma eternidade; ninguém interrompeu, nada me acordou, eu tinha consciência do que estava acontecendo pela primeira vez e mesmo assim continuei lá, lá...
Lembro de cada detalhe, cada palavra, cada gesto. Foi tudo tão real, como se tivesse voltado no passado e não tenho a mínima dúvida de que voltei. Acredito em outros planos, reencarnação, vidas passadas, amor, alma gêmea - não disse que estava romântica? - e tudo que a maioria das pessoas considera besta e supérfulo. Sou assim: um poço de sensibilidade em certos momentos e um poço de frieza em outros.
Sentir, viver, acreditar...às vezes acho que sinto demais, que acredito demais, que sonho demais...mas o que seria de mim sem isso? Viver em meu próprio mundo, alheia aos outros, calma e tranquila, simplesmente sendo paciente.
Sentir, é essa a palavra chave. Eu faço isso todo dia com emoção e você?


"because one is the loneliest number that ever do..
one is the loneliest number that you ever know.. "

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Poderia dizer tantas coisas. Poderia dizer que sou apenas mais uma criança fugindo das limitações. Poderia dizer que tenho medo de encontrar alguém que faça meu coração balançar de novo. Poderia dizer que não quero mais ninguém na minha vida. Poderia dizer que me acustumei com meu espaço. Poderia dizer que não vivo sem minha liberdade. Poderia dizer que prefiro ficar em casa. Poderia dizer que cansei das pessoas, e que nem o pouco que tenho basta. Poderia dizer que busco por coisas novas. Poderia dizer que me tornarei sim o que pretendo ser. Poderia dizer que isso é o suficiente pra mim. Poderia dizer que eu sou apenas mais uma em meio a muitos. Poderia dizer que essa idéia não me agrada, mas é aceita. Poderia dizer que eu cansei de todos ao meu redor. Poderia dizer que queria encontrar alguém como eu. Poderia dizer que sonho com apenas uma noite perfeita. Poderia dizer que vejo meu futuro premeditado. Poderia dizer que sou extremamente sensível, mas ninguém percebe isso. Poderia dizer que sou extremamente fria, mas também ninguém percebe isso. Poderia dizer que a vontade, o carinho e o afago foram substituídos por olhares, conversas e "adeus". Poderia dizer que sonho com momentos, não vidas. Poderia dizer tudo isso, mas não disse.


"Why does my heart feel so bad? Why does my soul feel so bad?"

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Eu levantei mais uma vez da cadeira posta em frente à mesa do computador. Minhas costas doíam, minha mente estava cansada, e a dor contínua em meu peito estava mais evidente do que nunca. Pensei então no que fazer: tomar um bom banho em meio aos primeiros raios solares e deixar a água acariciar-me como sempre fazia todas as manhãs.
Segui para o banheiro torcendo para que seu efeito relaxante não me abandonasse naquele momento. Fiz tudo mecanicamente, como sempre, a cada dia mais percebo isso: mecanicamente. Não existia mais emoção, fiz por fazer, estava presa em minha mente. O relaxamento veio e eu fui dormir, quando acordei o vazio veio dar-me "bom dia", como sempre fazia. "Bom dia", "boa noite".

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Descobri que tenho medo de sentimentos, medo de que alguém se aproxime de novo e destrua a barreira que estou tentando construir. Ainda é pequena, poucos pensamentos, sem muito sofrimento.. um dia sei que estará totalmente erguida, torço pra isso - sem muita convicção, confesso. Quero me proteger, isso é fato. Mas sinto que quando a primeira brisa de paixão chegar ela vai balançar, e se essa brisa se tornar um vento, Deus, estou ferrada! Todo meu trabalho será em vão e o meu pior tormento é saber que é exatamente isso que eu quero, que seja em vão.


Se você quer que seja em vão, por que se dá ao trabalho de construir?
- Porque através dele transpareço uma máscara que quero que todos vejam. Não sou eu, é o meu outro eu.

Duas pessoas em uma só? Quais seriam suas características?
- Uma é leve, pronta pra viver. Acredita no amor, acredita que encontrará alguém que faça seu mundo balançar, que lhe mostre como é bom sentir, sorrir. Não tem medo de correr atrás disso, sabe que vai sofrer mas mesmo assim quer "pagar pra ver". Já a outra é diferente, tem medo de encontrar alguém que roube sua paz, conquistada a cada dia com ajuda da solidão. Não quer amar, faz de tudo pra não se apaixonar, quer viver...mas sem depender de sentimentos auto-destrutivos. Vive pra dentro, como diria Caio F.

E você se define como..?
- Contradição, inconstância, dualidade.

Não tem medo disso?
- Tenho sim, porque o lado que sempre ganha é o mais fraco. Minha sensibilidade me atormenta. Meu lado frio tenta me proteger, mas não consegue...e é disso que tenho medo.

Tem medo de amar?
- Tenho medo de escolher o lado errado.

E qual seria o lado errado?
- ...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Ela estava parada em sua janela olhando a fumaça passar por entre seus dedos. Eu a tocava suavemente, sua pele correspondia com um leve arrepio, assim como seus olhos ao dar-se conta da magnitude da lua. Tudo passava devagar, em câmera lenda. O barulho da TV já não importava mais, o som do ventilador era substituído pela música que vinha de seu quarto. Era uma troca, troca de sentidos, troca de medos e aflições, troca de desejos.
Ela não pensou mais em nada, deixou-se levar, deixou-se sentir, como a muito tempo não fazia. Ficou lá por horas a fio, apenas observando, apenas sentindo...
A lua cedeu seu lugar aos raios tímidos do sol, parecia até que ele estava pedindo permissão para nascer, e ela... ela concedeu, mas não sem antes convidar sua mais nova companhia para um outro passeio.
O mundo dos sonhos as acolheu com um abraço caloroso, e a menina que antes fazia uma viagem por de trás de sua janela passou a utilizar um novo meio de transporte: sua cama.
E assim ela foi, sem me dizer quando voltaria e até hoje espero para tocar-lhe a pele macia novamente.


Vento.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

E no fim, todas as intenções que um dia foram boas viram desprezo. Aquilo que sempre te importou já não faz mais diferença. Aquilo com que tu sempre sonhaste já não faz mais diferença. A compreensão exorbitante foi deixada de lado, a paciência ilimitada também. Lágrimas já não caem mais. Não posso dizer que cheguei ao meu limite, porque limite - para mim - é sinônimo de fim e eu estou apenas começando.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Saudade

Senti falta de conversar contigo
Abrir minha mente,
Contar-te relatos de meu dia-a-dia
Abrir meu coração de uma forma promissora
A quem eu sei que escutaria.

Senti falta de dizer-te controvérsias
Relatos de paralelos inexistentes
Pequenas coisas que se tornariam abundantes
Por ver em teus lábios um sorriso sincero.

Senti falta de beijar-te o rosto
Aconchegar-me a teu corpo sem restrições
Fazer parte de um momento só nosso
Em que o bater dos nossos corações
Seriam a nossa única música.

Senti falta da troca de olhares mútua
Da compreensão transmitida em silêncio
Do carinho de mãos contido
Da esperança de um amor incompreensível.

Senti falta de um momento,
Senti falta de uma lembrança,
Senti falta de um sonho,
Senti falta de algo que nunca tive.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Protège moi

Não possuo rimas de efeito
E nem frases complicadas
Cada linha é um pensamento vago
Vindo da mais pura dor
A dor do não haver.

Aprendi a conviver com pequenos gestos de carinho
Momentos que eram meu alicerce,
Que alimentavam o desejo de ver o sol nascer
Hoje nada disso existe mais, não hoje.

Lágrimas foram derramadas sobre uma mesa
Músicas foram cantadas com toda a força que me restava
Agora não há nada, apenas o vazio,
Uma folha em branco e uma grafite desgastada.

Admirei pessoas,
Tive amores platônicos,
Sonhava com um amanhã diferente,
Mais intenso.

Resgatei amizades, preservei qualidades
Fechei meus olhos para escutar o vento
Juntamente com as batidas do meu coração
De nada adiantou, o vazio continuou lá
A dor continuou lá.

Tive vontade de me jogar de um prédio
Voar...cair, cair e cair
Cada vez mais.
Não consegui, nem tentei.

Quis implorar por uma palavra de consolo
Um colo em que pudesse desabar
Para depois juntar os pedaços descolados
Não consegui, nem tentei.

Permaneci estática, imóvel
Não lutei, me entreguei completamente
E o vazio que antes dominava apenas meu coração
Tomou conta de toda minha alma.

Sua luz foi se apagando
Ela já não brilha mais.
Meu corpo cedeu e eu desabei
Sem braços para me amparar.

sábado, 17 de maio de 2008

"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão."


Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 7 de maio de 2008

aquela cujo sentimentos e emoções não transparecem
aquela que passa a vida a esconder
aquela que tenta ser algo que não é
aquela que anseia por algo que não tem
aquela que chora por noites
e levanta como se nada tivesse acontecido
aquela que ama sem amar
e faz de suas poesias um poço de sentimentos
para depois relembrar
aquela que vê em suas musicas uma salvação
longe de tudo e sem nada
é lá que estarei.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Hoje li uma carta e nela encontrei as palavras mais tristes. Vi uma paixão crescente desabar em linhas paralelas.
Eram apenas palavras, umas grandes e fortes, outras pequenas e fracas. Apenas palavras! Tentei ao máximo parar de lê-las, olha-las, mas a dor angustiante em meu peito pedia por mais, mais... mesmo sabendo o que causava-me, eu queria mais.
Um vício abominante chamado "palavras".
Em meio aos campos fúnebres que aguardam a paz pós-guerra tardia, crianças e adultos juntam os restos corpóreos daqueles que um dia foram seus aliados na luta contra a realidade.
- Por que tanto sangue, papai? - pergunta Tempesis ao pisar em uma poça sanguínea recém derramada.
- É isto que tu vês? Apenas sangue?
- Sim, papai.
- Pois olhe de novo, meu filho, olhe lembrando de tudo o que nós passamos, olhe com os olhos do coração e não com os da razão. Agora, diga-me o que vês e o por quê.
- Amor. Porque em cada gota de sangue está presente um sentimento: ódio, amor, perda, conquista, paixão, ilusao... no fim tudo resulta em amor; ele está no sangue e querendo ou não, corre em nossas veias, trás vida e quando se esvai, a morte.
- Vejo que estendeste seu significado, agora vá, ajude sua mãe com o resto dos corpos.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Fazia tempo que eu não escrevia um texto aqui, só poesias. Acredito que andei muito "inspirada" esses dias, transformando qualquer pensamento em um poema - culpa do festival de poesia-, tanto é que qualquer palavra me faz lembrar alguma rima. Enfim, voltei a escrever apenas para aliviar minha cabeça de alguns pensamentos constantes que são até bons de ser ter mas, no momento, não me deixam estudar em paz.
Por que é tão difícil se transformar na pessoa que você quer ser? Tudo dificulta, principalmente sentimentos, gostaria de ser a pessoa que passa por minha cabeça, a que faz coisas que sempre imagino, que definitivamente não tá nem aí pra certas situações e muito menos tem medo de agir. Provavelmente esteja me precipitando quanto a isso e deva esperar alguns anos para aprender a lidar com as pessoas e agir do jeito "certo" mas, puta que pario, é chato demais!
Espero aprender com meus erros e transformar pensamentos em realidade. (acho que já escrevi essa frase antes o.o' )

Certas coisas não devem ser escritas.

Estudaaaaaaaaaaaaaaaaaar o/

quarta-feira, 12 de março de 2008

Tarde vazia, sento em uma mesa
pego meus óculos e escrevo em sintonia,
palavras que voam por minha cabeça
e me dizem o que já sabia:
"tudo é nada e nada é tudo"
conceito adequado
para um simples apaixonado
que passa a vida à escrever
sobre um sentimento reservado.
Palavras não ouvidas
preferem ser ditas com detalhes
à uma folha em branco
que não te julga com olhares.
É a solidão permanente
indiferente a qualquer sentimento
pronto para nascer, crescer, viver...
Folha em branco,
guarde meus pensamentos
para quando a coragem chegar
deixem de ser belas palavras
escritas em meio a tristes momentos.

domingo, 9 de março de 2008

À espera

Dias longos me atormentam
e as horas que não passam
tomam conta de meus pensamentos
um minuto, dois, três..
completam horas, que intermináveis são ao meu ver.

O amanhã chega
dois momentos ocorrem, às vezes três
abraços apenas, que me fazem lembrar...
lembrar de momentos que só terei amanhã,
em um novo amanhã.

Até lá, contarei os minutos, segundos..
intemináveis horas
que passam com a rapidez indesejada.
Esperarei por ti, afinal, com a calma desconhecida
que começa a brotar.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Os versos que te fiz

Deixe dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer !
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Tem dolencia de veludo caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer !

Mas, meu Amor, eu não te digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz !

Amo-te tanto ! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz.

Florbela espanca.


lindo lindo lindo...

Duas, uma.

Pensamentos indecisos que vem à minha mente,
quero tudo e não quero nada.
duas pessoas, uma só.

Quero sair para lugares onde eu sei que você está,
quero fazer com que meu coração pare de doer
quando você se vai...

Quero correr por cantos livres ao som do vento,
viajar com o cheiro da mata,
quero esquecer de você por um breve momento.

Quero a sua mão na minha,
seu rosto no meu ombro,
seu coração batendo junto ao meu.

Quero apenas a lembrança,
nada mais..
a vida segue, com você ou não.

...
...
espero que com você.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Canto azul e branco

Feições tristes
rosto cansado
e a dor que emana da tua alma
chega à mim.
Passos arrastados, carregados
trazem a ti a impressão
do não haver, o fim...
que está cada vez mais perto
perto demais..
calma, não é assim!
andarei contigo por essas linhas turbulentas
carregarei teu corpo quando precisares
palavras não serão ditas,
desnecessárias são.
Basta ouvir, entender, não julgar...
cuidarei de ti, basta confiar em mim.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

ludov - dorme em paz



Dorme em paz, já é madrugada
Não dê ouvidos aos ruídos, a essa falta de ar
Meu amor, não pense mais em nada
Feche os olhos e as janelas
Deixe o sono te levar
Pelo escuro

Ser donzela ou matar mil dragões
Ter cautela ou seguir furacões
Deixa o sono te levar

Deixa eu te ninar
Dedilhar os teus cabelos
Teus pesadelos vão terminar

Já é tarde pra mais uma rodada
Seus problemas e dilemas não estão mais aqui
Tanto faz ser vítima ou culpada
Abra os olhos e as janelas
Deixe o sol te iluminar
Deixe tudo pra lá

Se teus sonhos vêm na contramão
Se teus monstros vêem na escuridão
Deixa o sol te iluminar

Deixa eu te ninar
Deixa eu perder meus dedos nos teus cabelos
Teus pesadelos vão terminar

Fala a verdade, por favor
Diz que é mentira esse rumor
Que você vive sofrendo
Que você anda morrendo de pavor

Fala a verdade
Diz que é mentira
Que você vive sofrendo
Que você anda morrendo por amor

Fala a verdade


lembranças apenas..

sábado, 23 de fevereiro de 2008

the end of the line.

alguém com erros, tristezas, análises e observações
alguém com culpa, solidão, paixão, alegria e vida
alguém com esperanças e sorrisos
alguém com perdas e ganhos
alguém com indas e vindas
alguém com objetivos
alguém com sonhos
alguém com erros...
alguém com
alguém...
humana.

Monólogo

Não deixe-me ser fria..
não deixe-me padecer por solos conhecidos
não deixe-me sofrer por ocasiões inadequadas
não deixe-me ser, quem aparento ser
quem pretendo ser..
Não.

Coração gelado que agora coordena
nada demais, pensamentos ja se foram
Frio, gelo, tristeza
nada demais...é tudo permanente
nada de coisas passageiras,
o que tu és, sempre serás.

Não, a tristeza que aqui habita
um dia se esvairá, como folhas ao vento
que caem, caem....e se vão.

O que tu esperas acontecer
não acontecerá.
Permanecerei aqui até o fim de meus dias.
Nossos dias.

domingo, 20 de janeiro de 2008

seres inocentes, com rostos inocentes,
sem nada por dentro
a inocência transmitida em sua aparência
não passa de ilusão quando se encontra com seus gestos.
por fora beleza
por dentro vazio
nada é o que parece ser
a chuva cai..
inconstante
pingos derramados sobre um asfalto gasto
um rosto vazio
um coração perturbado
um sonho roubado.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Hoje o dia está frio, típico dia para não fazer nada...ficar em casa na internet ou então vendo um bom filme na televisão. Também seria um ótimo dia para se ter alguém por perto, dormir abraçadas dentro do cobertor, jogar conversa fora, fazer brincadeiras bestas e sorrir delas, mas não, hoje não tem ninguém ao meu redor e meu dia chuvoso será solitário e pensativo, como sempre.
Estou carente, certeza absoluta. Não quero uma pessoa por dia, quero A pessoa todo dia. Alguém que eu possa ligar de noite pra falar "liguei só pra dar boa noite e ouvir sua voz", acordar cedo e levar o café da manhã na cama, quebrar minha cabeça tentando fazer surpresas e momentos especiais, enfim...tentar ser a namorada perfeita.
Posso demorar à encontra-la mas sei que ela existe e logo virá para mim como num passe de mágica.
Espero que os sonhos que eu sonho todos os dias se realizem num futuro próximo.




placebo all day long....

sábado, 5 de janeiro de 2008

Tenho medo de mim quando estou com raiva, nervosa ou até mesmo triste, principalmente quando se trata de discussões com meus pais. Posso dizer palavras duras de um modo bem calmo e realista, acredito que isso machuca mais do que ficar gritando, falando asneiras e xingando. Não faz parte do meu perfil.
Sou calma, demais até. Um dia uma amiga me disse "Mesmo você estando com raiva, parece a pessoa mais calma do mundo" e é a verdade...escândalos, brigas à toa, tapas? Não, Não... é divertido ver, mas não participar. Brigar? Nunca briguei, não me imagino batendo em ninguém, tenho pena de bater nas pessoas mas pretendo fazer aula de artes marciais.
Contraditório não?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Diria que estou cansada e com sono apenas para não escrever e deixar de fazer muitas coisas, mas não, aqui estou eu escrevendo besteiras que passam pela minha cabeça e se vão num piscar de olhos. Por que? - pergunto eu -, resposta simples: para se fazer isso, não é preciso mecher nada, apenas os dedos. Deveria levantar, subir, tomar banho e ir para algum lugar...sim, deveria
ir...
Mas não vou.
Motivo? Estou cansada, com sono e a preguiça não deixa.
Maldita.