Andava ela pela rua sem rumo. Não via ao seu redor, não via quem passava, não via nem quem era. Seguia apenas por seguir, não que essa simples caminhada fosse acrescentar algo à sua vida. Ela não queria isso, o correto seria (des)acrescentar, retirar o que pesava, aliviar seus pensamentos e alma. Fazia isso sempre que podia, geralmente em uma tarde de sexta-feira onde o final de semana estava apenas começando. O começo do fim. Contraditório e instigante.
Sorriu e seguiu, o vento batia forte dando a impressão de que queria algo dela. Batia contra sua pele querendo ser um furacão e levar tudo que podia sem sua permissão. Se ela soubesse, permitiria. Talvez até pedisse que a levasse também, sem nenhum motivo aparente, apenas por levar sabe? E quem sabe conhecer um outro lugar, um outro alguém, um outro ela sem ninguém.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário