Tudo que se faz, tudo que se passa
Meu amor, a simples ameaçã
Da solenidade, a plena desgraça
Chega assim sem fim
Coração burro acolhido em teus anseios
Recorre ao mais belo sonho
Escondido em linhas de lembranças
Finas, rasgam ao serem puxadas
Um pouco ali, um pouco aqui
Abrindo espaços onde não deverim
Formando cicatrizes que eu não queria
Penso no tempo que deveria passar
Insuficiente para as linhas desgastar
Elas não criam teias, mas deixam de rasgar
Lembranças finas que passam pelo meu coração
Pedindo o tão sonhado ponto de costura
Vindo de uma voz, mas sem compaixão.
10/09/09
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